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Diante das Águas - O medo, a culpa e o ódio. A A A A

Eles foram embora. Quando chegaram à casa de Clara, ela se assustou pensando que tinha acontecido alguma coisa de ruim com sua mãe; porque sua casa havia muitos policiais. —O que está acontecendo aqui? –Perguntou ela assustada. —Filha o quê aconteceu? Onde você esteve? Por onde você andou? Onde você Dormiu? –Dizia sua mãe bastante aflita com a situação. —Calma mãe, fica calma. Eu estou bem. Eu estava com o Rafael! Disse Clara.
—É verdade Sra. Nunes. Passamos a noite conversando! Disse Rafael.
—Agora suba e tome um banho. Obrigada Rafael. –Dizia a Sra. Nunes aliviada. —Obrigada Rafael. Vemos-nos amanhã na escola! Disse Clara.
—Está bem Clara, nos vemos lá, tchau, disse Rafael saindo da casa.
—Tchau Rafael. Policiais? Preciso que vocês vão até a praia de Kennedy. Eu vi um garoto se afogar por lá, e não o vi mais! Por favor, vá o mais rápido possível, disse Clara.
—Tudo bem senhorita Nunes, mas essa praia é nula! Disse um dos policiais.
—Como assim nula?
—Ninguém vai lá. Ela foi abandonada há doze anos atrás!
—Isso não é possível. Eu o vi lá, e o Rafael também estava!
—Ouça senhorita, nós vamos lá, mas é uma praia abandonada. Afinal as pessoas de Kennedy são muito estranhas! Bem... Já vamos. Tchau Sra. Nunes. –Dizia um dos policiais indo embora junto com os outros. —Tchau e obrigada por tudo! Disse a Sra. Nunes.
—Mãe... Disse Clara.
—O que foi?
—Deixa... Depois eu falo!
Clara sai de sua casa sem que sua mãe percebesse, e foi até a praia de Kennedy; onde Hugo tinha desaparecido. Quando ela chega, os policiais já estavam lá à procura de Hugo. Clara ficou olhando fixamente para o mar. - Então... Conseguiram acha-lo? Perguntou ela.
—Não. Nós vamos embora garota. Não achamos ninguém, Eu não aconselho você ficar por aqui.
—Por quê?
—Pode ser perigoso. Essa praia é abandonada!
Os policiais foram embora e Clara ficou sozinha. Ela ficou só na praia olhando para o mar e lembrando do que Hugo tinha falado antes de desaparecer. Depois de um tempo Clara foi embora. Chegando a sua casa; em seu quarto, ela estava deitada em sua cama lembrando dele e preocupada com ele.
Na manhã seguinte Clara não queria se levantar da cama. Foi quando Rafael chega! —Clara? Disse ele.
—Oi. Entre. –Dizia ela desanimada. —O que ouve? Não vai se levantar dessa cama?
—Não Rafael, eu estou preocupada com o Hugo!
—Ainda pensando nele? –Perguntou Rafael com a voz alterada. —Rafael eu estou preocupada, disse Clara.
—Por quê?
—Porque ele pode está morto, e estou muito triste com isso, eu não consigo imaginar viver com isto em mente!
—Por que não? Está apaixonada por ele?
—Eu já lhe disse que estou! O que está acontecendo com você?
—É que eu não consigo me convencer disso!
—Rafael, eu sei que você não gosta dele, mas pelo menos você pode fingir perto de mim?
—Tudo bem Clara, Eu vou parar com isso, eu prometo, mas se não vai à escola hoje, pelo menos vamos sair um pouco juntos?
—Não quero!
—Ah... Vamos sim! Você precisa se distrair. Vou esperar lá fora, e quero você lá em baixo em quinze minutos!
Os dois ficaram rindo. Clara se levanta, toma seu banho, se arruma e desce para sair com Rafael. Ao descer Rafael a viu linda. Ela estava extremamente bonita. —Nossa Clara. Você está muito linda, disse ele.
—Obrigada, mas vamos onde?
—Surpresa. Tenho certeza que você vai adorar!
—Espero que sim, mas como isso foi parar em suas mãos? Você não estava com essa cesta!
—É... Eu... Estava... Eu a deixei aqui em baixo.
—Isso não me convenceu, mas vamos logo. Estou curiosa para saber em que lugar irá me levar. É aqui em Capela?
—Não!
—Não? É onde?
—Clara você vive em Capela há dezesseis anos, e desde que você nasceu você não sai daqui. Não acha que está na hora de passear para outras cidades?
—Tem razão, mas não vamos muito longe.
—Clara você tem dezesseis anos! Precisa abusar um pouco da vida não acha?
—Você fala isso porque é mais velho!
—Um ano a mais só!

ALESSANDRO - AM      

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