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Diante das Águas - O medo, a culpa e o ódio. A A A A

Quando eu tinha seis anos de idade, eu vim em um fim de semana para cá com minha mãe, meu pai e meu irmão; minha mãe estava grávida de uma menina. Nós estávamos nos banhando quando eu vi o Pablo tentando afogar um garotinho de apenas cinco anos de idade, e ele tinha seis anos de idade; a mesma idade que eu tinha. Foi então que eu corri e o empurrei para salvar aquele garotinho. Desde então ele senti raiva de mim, e depois de eu salvar aquele garotinho ele começou a brigar comigo. Na verdade desde criança ele sempre teve com o coração ruim; cheio de maldades. E até hoje ele me odeia!
—Mas como você ficou assim? Perguntou ela.
—Na verdade até hoje não tenho explicação certa para justificar isso, só sei que enquanto estávamos nos banhando, caiu do céu uma esfera muito brilhante e assim que essa esfera tocou no mar ela simplesmente desapareceu, e naquele mesmo momento todas as pessoas que estavam nas águas se transformaram em sereias. Foi muito estranho ver aquilo, eu fiquei desesperado em ver que as minhas pernas tinham desaparecido. Toda minha família ficou assim; até o Pablo.
—O Pablo também é uma sereia? –Perguntou Clara surpresa em ouvi-lo dizer aquilo. —Sim, por isso ele não revelou nada para ninguém sobre mim ontem, disse Hugo.
—Agora eu sei por que ele não gosta de você!
—E daquela esfera o que sobrou foi apenas isso.
Depois dessas palavras de Hugo ele mostrou seu colar; que sempre esteve em seu pescoço. O pingente do colar era o que tinha sobrado daquela esfera. Era uma pedra brilhante, linda e que ao mesmo tempo podia mudar a vida de qualquer pessoa. —Esse pingente é a esfera? Perguntou Clara.
—Sim! Depois de eu ter me transformado, eu achei isso e fiz um pingente para esse colar.
—É lindo!
—Eu sei, mas acho que isso esconde um mistério e eu irei desvendá-lo!
Clara ficou admirando aquele pingente por um bom tempo; ele era realmente lindo. Essa esfera era complicada até mesmo de olhar; não sabíamos se era azul, roxo, rosa, vermelha, ou talvez, todas essas cores juntas, mas não tinha como dar certeza. Hugo desde que achou aquela esfera, ele sempre soube que ela podia esconder um segredo e quer de qualquer maneira descobrir o que essa esfera faz. —Não sei por que, mas eu me sinto mais forte com essa esfera! Disse ele.
—Será que ela que lhe dá os poderes?
—Não. Quando eu a escondo eu continuo tendo os meus poderes.
—Hugo, por que você desaparece sempre que chove?
—Porque a chuva faz, mal para mim!
—Como assim?
—Está vendo esses machucados que estão no meu rosto e nos meus braços?
—Sim, eu até já cuidei deles!
—É a chuva que faz isso!
—Mas por quê?
—Clara, no mundo que vivemos as pessoas só andam poluindo muito o meio-ambiente, ninguém quer saber no futuro, porque só pensam no dinheiro, então o ar, os mares, as florestas e muitos outros lugares estão poluídos.
—Mas o que o ar tem a ver com a chuva?
—A pele de uma sereia é muito sensível, e a nossa pele absorve a água, quando tocamos nela. E então levamos um pequeno tempo para nos transformarmos em uma sereia. Quando a água de chuva cai, ela desce totalmente poluída e se tocarmos nessa água de chuva, nossa pele fica queimada e começa a aparecer esses machucados; uma sereia pode até morrer com a chuva.
—Mas o ar é poluído?
—O ar poluído não nos queimam, porque nossa pele não absorve o ar, absorve apenas a água, mas temos um lado bom em ser assim!
—O quê?
—Nós conseguimos nos regenerar.
—Então por que ainda está com esses machucados?
—Estou com eles ainda porque não choveu!
—Mas a chuva não lhe faz mal?
—Faz, mas quando chove e ficamos no fundo do mar nossa pele se regenera e ficamos mais bonitos.
—Ah... Então é por isso que quando você desapareceu, voltou com um rosto mais bonito.
—É bom saber que nenhum machucado em nosso corpo vai ficar para sempre não acha. –Dizia Hugo sorrindo.
—É verdade!

ALESSANDRO - A.M      

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