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Um Grão de Areia- Parte 3 A A A A

Um grão de areia -parte 3

-São eles? –O grão perguntou apontando um grupo de mergulhadores.
-Sim. –Ela respondeu.
Os dois estavam próximos da costa de algum país no oriente médio, os dois escondidos nos corais olhando as pessoas que desciam mais ou menos cinco metros sem cilindro ou qualquer equipamento, enchiam pequenas sacolas de ostras e voltavam ao bote.
-Eu não sei por que eles fazem isso –A concha continuou –Eles levam minhas irmãs embora, e mais tarde quando ancoram na praia, recolhem nossos tesouros, e nos lançam quebradas de volta ao mar.
O grão não entendeu bem, mas percebeu que as conchas que os mergulhadores levavam eram fechadas em duas partes, assim como uma noz.
Já algumas jogadas por perto estavam só pela metade. Ele deu uma olhada em sua amada amiga. Tinha duas partes, só que trazia vários arranhões nas laterais, só agora ele percebia que não eram naturais. Teve muita vontade de abraçá-la, mas voltou o foco para os mergulhadores.
-Tesouros?
-Sim, levamos anos até que eles fiquem redondinhos, na maioria das vezes são brancos e brilhantes, mas outras vezes podem ser azulados ou até negros. Eles as chamam de "pérolas"
- Entendo. Então você é a minha pérola, não é?
- O que? –ela se virou surpresa e encontrou os olhos tranquilos do seu amigo. E um sorriso encantadoramente simples.
- Você é um tesouro pra mim, e quando eu estou olhando pra você, você sempre brilha, e acho q levou anos pra ficar assim como eu te conheci, e sei que vamos levar mais tempo ainda para deixarmos de existir. Eu nunca vi uma pérola sabe, mas se você diz que é assim. Então você é a minha pérola.
Ela sorriu, sentiu-se corada, feliz, olhando bestamente para ele.
- E então, como vamos impedi-los?- disse o grão.
-Temos que achar algo que eles queiram mais do que os nossos tesouros.
-Alguma ideia?
Ela balançou a cabeça negativamente. Enquanto os últimos mergulhadores voltavam ao barquinho e remavam indo embora. O grão e a concha foram embora, pretendendo voltar de manhã.
Durante a noite o grão não conseguiu dormir, ficou escutando um som estranho de algo que se movia por de baixo da areia, forte e constantemente.

Logo que a concha acordou, ele perguntou sobre o barulho.
-Não sei –Ela disse –Foi sempre assim, só que tem um buraco mais ao leste onde ele fica mais alto.
Os dois foram até lá pela curiosidade do grão. Ele viu uma imensa cratera submarina, e no centro dela uma embarcação de metal enferrujada. Ao redor uma quantidade absurda de objetos cilíndricos. Mas nenhum dos dois sabia o que significava um torpedo. O grão quis chegar mais perto, seguindo o som que corria pela areia.
-Eu não estou gostando disso, grão. Vamos embora! –Ela pediu. Mas o grão ignorou:
-Eles nunca vêm até aqui? De repente pode ser o que estamos procurando...
A concha observou o amigo perambulando entre os cilindros, quase não podia mais enxergá-lo.
Até que ao passar por uma rocha, uma pequena pedrinha soltou-se, desencadeando outra maior que rolou até o torpedo mais próximo. A concha sentiu o impacto violento, arremessada. Foi o suficiente para que uma explosão ensurdecedora ocorresse, misturando na água uma quantidade infinita de grãos de areia, conchas inteiras e pela metade, rochas, corais, quebrando e arrastando tudo no caminho.

Continua...

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